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Chamada para o Boletim CTS em foco, Volume 6, Número 2

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🔔Chamada de artigos para o Boletim CTS em foco, Volume 6, Número 2

Está aberto o período de inscrição para a seleção de artigos para o Boletim CTS em foco. O título do Dossiê é “Circulação de conhecimentos no campo CTS brasileiro”. 

O Boletim CTS convida pesquisadoras/es e pós-graduandas/os a submeterem artigos para sua próxima edição, dedicada a examinar a circulação de autoras/es, temáticas e teorias nos estudos CTS brasileiros. 

Desde o início do século, as formas de produção de conhecimento nos espaços científicos (semi)periféricos têm sido fortemente influenciadas pelas políticas de avaliação e de internacionalização científica. A literatura reporta efeitos como uma maior assimilação à ciência de corrente principal desenvolvida nos centros científicos, tanto nos referenciais teóricos e metodológicos utilizados, como nas temáticas investigadas. Registra também, uma integração subordinada em redes de pesquisa internacionais, e uma fragilização das (semi)periferias como espaços de produção de teoria. Essas tendências, entretanto, não ocorrem sem tensões, surgidas das demandas locais de conhecimentos, ou da limitação ou inadequação de teorias centrais para explicar fenômenos em outros contextos.

Convidamos submissões que explorem, entre outros aspectos: Como circulam autoras/es, enfoques e conceitos centrais nos estudos CTS brasileiros? Que adaptações, hibridações ou refutações experimentam? Como circulam temáticas de investigação desde os centros para os estudos CTS brasileiros? Que autoras/es, enfoques, temáticas conseguem fazer o caminho desde os estudos CTS brasileiros para as discussões em espaços centrais do campo (publicações, congressos, projetos de pesquisa, etc.)? Que tensões emergem da circulação de conhecimentos e agendas? Os artigos podem abordar estas temáticas a partir de diversos meios de institucionalização do campo CTS, como publicações em periódicos, livros de referência, currículos e programas de disciplinas, congressos, etc.

📆 Período de Inscrição: de 02 de março de 2026 a 06 de julho de 2026.

📧As inscrições devem ser feitas exclusivamente junto à esocite pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Extensão: entre 1.500 e 4.000 palavras

Comitê Editorial do Boletim CTS — ESOCITE.BR

Coordenação:

Noela Invernizzi - UFPR

Para conferir as diretrizes para submissão, clique aqui.

Chamada boletim CTS V6 N2

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Comunidades tradicionais e crise hídrica no Oeste da Bahia: pesquisa premiada pela ESOCITE.br analisa disputas epistêmicas e contra-expertises

A pesquisa de conclusão de curso de Lucas Moreira, vencedor do Prêmio ESOCITE.br 2026 Menção Honrosa de TCC de Graduação, investiga como comunidades tradicionais do Oeste da Bahia constroem narrativas próprias sobre a crise hídrica e mobilizam diferentes formas de conhecimento para contestar versões hegemônicas sobre os conflitos ambientais na região. Desenvolvido no Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), sob orientação do sociólogo Tiago Ribeiro Duarte, o trabalho articula conflitos socioambientais, epistemologias e Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (CTS) para compreender como diferentes atores disputam a legitimidade sobre o que conta como conhecimento válido diante da emergência hídrica no Cerrado. 

Intitulada “Contra-narrativas de comunidades tradicionais sobre a crise hídrica no Oeste da Bahia: mobilização de contra-expertises na argumentação do problema ambiental”, a pesquisa parte da constatação de que os conflitos por água têm se intensificado mesmo em regiões historicamente reconhecidas pela abundância hídrica. O Oeste baiano, marcado pela expansão do agronegócio e pela crescente pressão sobre rios, aquíferos e nascentes do Cerrado, tornou-se um território central dessas disputas. Nesse contexto, Lucas buscou compreender como algumas comunidades tradicionais elaboram explicações próprias sobre a crise da água e articulam estratégias para tornar suas narrativas visíveis em arenas públicas e políticas. 

A pesquisa foi fortemente influenciada pelas investigações desenvolvidas no âmbito do projeto Soylândia, coordenado por Tiago Duarte que estuda os impactos da expansão agrícola no Oeste da Bahia. Segundo Lucas, o interesse pela pesquisa surgiu tanto da preocupação com os conflitos socioambientais quanto das disputas epistêmicas presentes nesses contextos. Em vez de compreender o conflito apenas como disputa material por recursos naturais, o trabalho destaca seu caráter profundamente epistêmico, ou seja, trata-se também de uma disputa sobre quem pode produzir conhecimento legítimo sobre o ambiente, os rios e os impactos ambientais. 

Um dos principais argumentos do trabalho é que comunidades tradicionais não atuam apenas como “afetadas” pelos problemas ambientais, mas como produtoras ativas de conhecimento. Ao longo da pesquisa, Lucas evidencia como esses grupos mobilizam múltiplas expertises — científicas, técnicas, territoriais e experienciais — para interpretar a crise hídrica, legitimar suas denúncias e contestar a atuação de grandes grupos econômicos. Em vez de tratar conhecimentos tradicionais e científicos como universos separados ou opostos, o autor demonstra como eles frequentemente se atravessam, se conectam e se influenciam mutuamente. 

A pesquisa também dialoga diretamente com debates centrais dos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia ao problematizar a ideia de neutralidade científica. Lucas argumenta que ciência e tecnologia são práticas situadas, produzidas por sujeitos concretos e atravessadas por relações de poder. Nesse sentido, o trabalho chama atenção para as desigualdades epistêmicas que fazem com que narrativas de grupos tradicionais sejam sistematicamente desconsideradas nos espaços de tomada de decisão, apesar de sua profunda capacidade de interpretar transformações ambientais em seus territórios. 

Ao receber o Prêmio ESOCITE.br, Lucas destacou a importância do reconhecimento institucional para jovens pesquisadores e enfatizou o papel fundamental da orientação acadêmica e das redes coletivas de pesquisa em sua trajetória. O autor também ressaltou a relevância da manutenção da categoria de Trabalhos de Conclusão de Curso no prêmio, entendendo-a como uma forma de incentivar novas gerações de pesquisadores no campo CTS. Além disso, pediu destaque à importância do grupo de pesquisa Ciência, Tecnologias e Públicos (CTP/UnB), do qual participa e que considera essencial para sua formação acadêmica. 

Mais do que uma investigação sobre a crise hídrica no Oeste baiano, o trabalho de Lucas contribui para ampliar a compreensão sobre como conhecimentos são produzidos, disputados e legitimados em contextos de conflito socioambiental. Sua pesquisa evidencia que comunidades tradicionais não apenas convivem com os impactos ambientais, mas também produzem interpretações sofisticadas sobre eles, elaborando contra-narrativas fundamentais para pensar ciência, tecnologia e democracia em tempos de crise ecológica.

Pesquisa orientada pelo Prof. Tiago Ribeiro Duarte.

Confiram os trabalhos já premiados pela ESOCITE.BR aqui.

 

 

Foto Thais Moreira

Sobre o pesquisador

Lucas Moreira - Graduando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB), com pesquisa vinculada ao Departamento de Sociologia (SOL/ICS). Integra o grupo de pesquisa Ciência, Tecnologias e Públicos (CTP/UnB), desenvolvendo investigações sobre conflitos socioambientais, disputas epistêmicas, crise hídrica e mobilização de contra-expertises por comunidades tradicionais no Oeste da Bahia. Seus interesses concentram-se nos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia, epistemologias, justiça ambiental e conflitos por água.

 

Matéria elaborada por Fernando Monteiro Camargo (bolsista de Jornalismo Científico FAPESP)

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A ciência em tempos de epidemia: pesquisa premiada pela ESOCITE.BR analisa a produção da Síndrome Congênita do Zika no Brasil

A tese de doutorado de Thais Moreira Valim, que recebeu Menção Honrosa no Prêmio ESOCITE.BR em 2026, mergulha nos bastidores científicos da epidemia de Zika para compreender como a Síndrome Congênita do Vírus Zika (SCVZ) foi produzida como uma nova entidade médica e científica no Brasil. Realizada no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de Brasília, sob orientação da antropóloga Soraya Fleischer, a pesquisa articula antropologia, saúde coletiva e Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (CTS) para investigar as práticas, relações e infraestruturas mobilizadas durante a emergência sanitária em Recife-PE.

Intitulada “Fazendo ciência, fazendo a Síndrome Congênita do Vírus Zika: práticas, relações e infraestruturas científicas na resposta à epidemia de Zika em Recife/PE”, a tese acompanha não apenas os efeitos sociais da epidemia, mas o próprio processo de produção da ciência em contextos de crise. A autora parte de uma questão central: como se faz ciência em uma emergência sanitária? Em vez de olhar apenas para os resultados científicos já estabilizados, a pesquisa acompanhou as redes de colaboração, os conflitos, os protocolos, os laboratórios, os hospitais, as assistentes de campo, as mães e as crianças que participaram da construção da SCVZ como fato científico e diagnóstico médico.

Baseada em uma extensa pesquisa etnográfica realizada entre 2018 e 2024, a tese mobilizou 93 entrevistas com 78 cientistas e profissionais de diferentes áreas, incluindo epidemiologia, obstetrícia, fisioterapia, antropologia, infectologia, neurologia, serviço social e vigilância epidemiológica. A investigação também envolveu observação participante, análise de artigos científicos, protocolos e documentos institucionais, permitindo acompanhar tanto a “ciência visível” quanto os trabalhos invisibilizados que sustentaram a resposta ao Zika.

Um dos principais aportes conceituais do trabalho é a noção de “infraestruturas de coprodução”. Para Thais Valim, as infraestruturas científicas não são apenas equipamentos laboratoriais, bancos de dados ou tecnologias biomédicas. Elas incluem também relações éticas, redes colaborativas, formas de cuidado, práticas institucionais e articulações políticas que tornaram possível a produção de evidências sobre o Zika. A autora demonstra que a ciência não emerge de forma isolada em laboratórios, mas depende de uma complexa teia de pessoas, instituições e afetos. Ao longo dos cinco capítulos da tese, Valim acompanha diferentes dimensões dessa rede infraestrutural. O primeiro capítulo reconstrói o processo pelo qual o Zika deixou de ser tratado como uma arbovirose secundária para se tornar uma emergência sanitária internacional. A autora mostra como especialistas, hospitais e redes epidemiológicas foram mobilizados para transformar a hipótese de relação entre Zika e microcefalia em um fato científico reconhecido nacional e internacionalmente.

Nos capítulos seguintes, a pesquisa evidencia como diferentes grupos científicos caracterizaram a SCVZ a partir de repertórios metodológicos distintos. Obstetras, fisioterapeutas, epidemiologistas e antropólogos produziram diferentes formas de conhecer a síndrome, revelando que a ciência é atravessada por disputas de linguagem, prioridades analíticas e formas de evidência. A autora também analisa as tensões presentes nas colaborações científicas internacionais e nos grandes consórcios de pesquisa que surgiram durante a epidemia, especialmente nas relações entre instituições do Norte e do Sul global.

Outro aspecto central da tese é a valorização de atores frequentemente invisibilizados na produção científica. As assistentes de campo, as mães e as próprias crianças com SCVZ aparecem como agentes epistêmicos fundamentais para a construção do conhecimento sobre a epidemia. Ao acompanhar o cotidiano das pesquisas em Recife, Valim mostra que essas pessoas não apenas participaram dos estudos, mas também ensinaram cientistas, tensionaram métodos, questionaram protocolos e produziram reflexões éticas sobre o fazer científico.

A pesquisa dialoga diretamente com debates contemporâneos dos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia ao problematizar a ideia de neutralidade científica. Thais Valim demonstra que epidemias não são apenas eventos biológicos, mas fenômenos profundamente sociais e políticos, atravessados por desigualdades, disputas institucionais e relações de poder. A tese também evidencia como a chamada “cientificação” da saúde global ampliou a centralidade das evidências biomédicas em contextos de emergência sanitária.

Ao receber a Menção Honrosa do Prêmio ESOCITE.br, a autora destacou justamente o caráter coletivo da produção científica. Em sua reflexão, o reconhecimento individual não apaga a dimensão compartilhada da pesquisa, construída junto a orientadoras, colegas, profissionais de saúde, famílias e crianças afetadas pela epidemia. O prêmio também adquire um forte simbolismo por ocorrer dez anos após o início da crise sanitária, lembrando que os efeitos sociais, científicos e políticos do Zika permanecem presentes e ainda demandam atenção pública e acadêmica.

Mais do que uma investigação sobre a epidemia de Zika, a tese de Thais Moreira Valim constitui uma importante contribuição para o campo CTS brasileiro ao ampliar nossa compreensão sobre como a ciência é produzida em situações de urgência. Seu trabalho revela que fazer ciência é também fazer relações, construir infraestruturas e negociar continuamente entre cuidado, ética, evidência e política.

Tese orientada pela Profa. Soraya Fleischer.

Confiram os trabalhos já premiados pela ESOCITE.BR aqui.

 

 

Foto Thais Moreira

Sobre a pesquisadora

Thais Maria Moreira Valim
Pesquisadora nas áreas de Antropologia da Saúde, Antropologia da Ciência e Antropologia da Criança. Antropóloga, graduada em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e doutora em Antropologia Social pela Universidade de Brasília. Integra o Coletivo de Antropologia e Saúde Coletiva (CASCA/UnB) e a Rede Latino-americana de Antropologia Feminista das Ciências e Tecnologias (RAFeCT). Desde 2016, pesquisa os desdobramentos da epidemia de Zika em Recife, acompanhando tanto a experiência das crianças com a síndrome congênita e suas famílias quanto as práticas científicas mobilizadas em torno da crise. Seus interesses de pesquisa concentram-se na interface entre ciência e infância no campo da saúde global.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2004032634064288
Tese: https://repositorio.unb.br/handle/10482/53721

 

Matéria elaborada por Fernando Monteiro Camargo (bolsista de Jornalismo Científico FAPESP)

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Prorrogação da data de chamada para o Boletim CTS em foco, Volume 6, Número 1

🔔Prorrogação da data de chamada de artigos para o Boletim CTS em foco, Volume 6, Número 1🔔

 

O prazo para a submissão de artigos para o Volume 6, Número 1 do Boletim CTS foi estendido!

📆 Nova data: até dia 30 de abril de 2026.

📧As inscrições devem ser feitas exclusivamente junto à esocite pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Extensão: entre 1.500 e 4.000 palavras

Comitê Editorial do Boletim CTS — ESOCITE.BR

Coordenação:

Fabrício Neves - UnB

Para conferir as diretrizes para submissão, clique aqui.

 

Prorrogado Chamada boletim CTS V6 N1

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Resultado da Chamada Pública para o XII Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade

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A diretoria da ESOCITE.BR, reunida virtualmente no dia 6 de abril de 2026, analisou e aprovou, por unanimidade, a candidatura única submetida pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) para organizar e sediar o XII Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade. Assim, vimos por meio deste comunicado informar todos os nossos associados e associadas que o XII Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade será organizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e acontecerá no segundo semestre de 2027, em Salvador (Bahia).


 
Belo Horizonte, 7 de abril de 2026


Diretoria ESOCITE.Br

 

UFBA

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A ESOCITE.BR declara apoio à nota do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif)

A ESOCITE.BR declara apoio à nota do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), adicionando seu repúdio à fala desqualificadora e mentirosa, proferida contra a Rede Federal pelo economista Marcos Mendes em telejornal do veículo GloboNews, no último dia 11/03.

A ESOCITE.BR reconhece o papel estratégico para o país e a função social de Institutos Federais, Cefets e do Colégio Pedro II, pautadas em atividades de ensino, pesquisa e extensão, da educação básica à pós-graduação, conforme demonstram estudos diversos (ignorados pelo economista), e alinha-se às lutas que visam fortalecer a Rede Federal a partir de seu pleno financiamento e da valorização de seus trabalhadores.

 

No dia 12 de maio de 2026, a Conif divulgou em seu portal a seguinte nota em seu portal: 

“Em um ano eleitoral ainda marcado pela polarização política, o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), que reúne os dirigentes dos Institutos Federais, dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e do Colégio Pedro II, manifesta preocupação com as declarações do economista Marcos Mendes feitas no telejornal Edição das 18h, desta quarta-feira (11/3), marcadas por desinformação sobre o papel e o funcionamento dos Institutos Federais.

Os Institutos Federais constituem uma política pública bem-sucedida de educação profissional, científica e tecnológica, com impacto comprovado na trajetória acadêmica dos estudantes, na inserção no mundo do trabalho e no desenvolvimento regional. As instituições passam por um processo contínuo de expansão, e é importante destacar que a criação de novos cargos tem como objetivo fortalecer e ampliar a oferta de educação profissional e tecnológica em todo o país. As afirmações recentes não correspondem à realidade da Rede Federal.

 

Diante disso, é importante esclarecer:

1 - Ao afirmar que os IFs seriam “mini universidades”, o economista ignora o modelo educacional próprio dessas instituições. Criados pela Lei nº 11.892/2008, os Institutos Federais têm a missão de integrar educação básica, técnica e superior em uma mesma instituição, sempre articuladas às demandas do mundo do trabalho e ao desenvolvimento regional.

A legislação determina que no mínimo 50% das vagas sejam destinadas à educação profissional técnica de nível médio, com prioridade para cursos integrados ao Ensino Médio. Outros 20% devem ser voltados à formação de professores da educação básica, especialmente em áreas estratégicas como matemática, física, química e biologia.

Os cursos de graduação, em geral tecnológicos, algumas engenharias e bacharelados específicos, ocupam cerca de 30% da oferta, juntamente com a pós-graduação, concentrando-se em áreas de ciência, tecnologia e inovação ligadas às vocações econômicas e sociais de cada região.

2 - Indicadores educacionais mostram que estudantes da Rede Federal apresentam desempenho acima da média nacional em avaliações como o Exame Nacional do Ensino Médio e o Programme for International Student Assessment (PISA).

Os resultados evidenciam a qualidade do modelo educacional adotado. Se considerada isoladamente, a Rede Federal teria desempenho comparável ao de sistemas educacionais de países que ocupam as primeiras posições em rankings internacionais de educação.

3 - A criação dos Institutos Federais consolidou uma rede pública de educação profissional que hoje alcança todas as regiões do país, com forte presença no interior. Atualmente, a Rede Federal reúne cerca de 1,8 milhão de matrículas.

Desse total, 85% dos estudantes têm renda familiar de até dois salários mínimos, o que evidencia o papel das instituições na ampliação do acesso à educação pública de qualidade. Mulheres e pessoas negras representam mais da metade do público atendido, reforçando o compromisso com a inclusão e a redução das desigualdades sociais.

4 - Cabe ressaltar, à luz das informações apresentadas, que os Institutos Federais também se destacam pela pesquisa aplicada e pela extensão, sempre orientadas às demandas regionais e aos desafios do setor produtivo. 

Professores, Técnicos Administrativos em Educação e estudantes desenvolvem projetos sociais, educacionais e culturais que beneficiam diretamente as comunidades onde as instituições estão inseridas, além de oferecerem serviços técnicos especializados, análises laboratoriais, consultorias e capacitações para empresas, organizações sociais e gestores públicos. 

Essa integração entre ensino, pesquisa e extensão fortalece o papel dos Institutos Federais como indutores do desenvolvimento regional e da inclusão social.

5 - Por fim,​ os processos eleitorais nas instituições da Rede Federal são reconhecidos pela transparência e pela segurança jurídica. Os dirigentes são escolhidos por voto direto e paritário, com participação de estudantes, professores e técnicos administrativos.

Esse modelo democrático assegura legitimidade às escolhas institucionais e reduz interferências políticas na gestão, respeitando a autonomia prevista em lei para as instituições federais de ensino.

Diante do exposto, o Conif ressalta a importância de que o debate público sobre educação seja pautado por informações corretas e dados verificáveis. Declarações imprecisas não contribuem para a construção de soluções para o país.

Os Institutos Federais são instituições públicas comprometidas com a oferta de educação gratuita, inclusiva e socialmente referenciada, que transforma vidas e fortalece o desenvolvimento econômico e social do Brasil.”

 

Brasília, 12 de março de 2026

Pleno do Conselho Nacional das Instituições da

Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif)

Para acessar a nota oficial clique aqui.

 

Apoio a conif

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Chamada para sediar o XII Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade

A ESOCITE.BR abre a chamada pública para fomentar candidaturas de instituições para organizar e sediar o XII Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade. Para a candidaturas os seguintes pré-requisitos devem ser preenchidos

 

  • Pelo menos um dos membros (proponentes) da comissão organizadora deverá ser sócio/sócia, na modalidade “Professoras, professores, pesquisadores, pesquisadoras”, com anuidade em dia, da Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (ESOCITE.BR);
  • A comissão organizadora deverá ser indicada com pelo menos 3 (três) membros;
  • A proposta deverá ser enviada para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e ser composta por: uma carta da administração superior da instituição dos proponentes, comprometendo-se a sediar e apoiar o evento; um vídeo amador sumário de 3 a 5 minutos, feito através de câmera ou celular apresentando a proposta, a comissão organizadora e a infraestrutura da instituição.

Obs: O Simpósio deverá ocorrer preferencialmente no mês de outubro de 2027, nos dias que forem mais adequados à instituição organizadora

 

Prazo: 01 de março a 31 de março de 2026

Resultado: 06 de abril de 2026

 

Para conferir o resultado acesse o site da Associação.

Demais informações, entrar em contato pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Para a leitura do documento oficial, clique aqui.

 

 Chamada XII Simposio

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Chamada para o Boletim CTS em foco, Volume 6, Número 1

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🔔Chamada de artigos para o Boletim CTS em foco, Volume 6, Número 1

Está aberto o período de inscrição para a seleção de artigos para o Boletim CTS em foco. O título do Dossiê é “A avaliação da CAPES segundo os estudos CTS”. 

O Boletim CTS da Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (ESOCITE.Br) convida pesquisadoras e pesquisadores a contribuírem com sua próxima edição, dedicada a um tema que toca diretamente a vida acadêmica de todos nós: “os sistemas de avaliação da pós-graduação brasileira sob o olhar dos Estudos Ciência, Tecnologia e Sociedade”.

A CAPES ocupa um lugar singular no campo científico nacional. Seus critérios de avaliação, suas métricas de produtividade, suas classificações de periódicos e seus sistemas de pontuação não são instrumentos neutros de mensuração — são dispositivos sociotécnicos que moldam carreiras, definem o que conta como conhecimento legítimo, organizam hierarquias entre programas e áreas, e produzem subjetividades acadêmicas específicas. Apesar disso, raramente são tratados como objetos de investigação pelas mesmas comunidades que deles dependem.

Esta edição do Boletim propõe exatamente essa inversão do olhar: tomar os procedimentos e artefatos da avaliação da CAPES como fenômenos merecedores de escrutínio sociológico, histórico e filosófico. Quais pressupostos sobre ciência, qualidade e relevância sustentam o modelo vigente? Como os critérios de avaliação interagem com as assimetrias centro-periferia na produção do conhecimento? De que modo programas situados em regiões menos favorecidas, ou dedicados a temáticas que escapam aos cânones hegemônicos, são afetados pelas lógicas classificatórias da agência? Que alternativas têm sido propostas, experimentadas ou imaginadas?

São bem-vindas contribuições que abordem, entre outros aspectos:

- análises críticas dos critérios Qualis e suas transformações históricas;
- impactos da avaliação sobre áreas interdisciplinares e programas “periféricos”;
- perspectivas comparadas com sistemas de avaliação de outros países;
- relações entre métricas de internacionalização e a produção científica do Sul Global;
- experiências de resistência, adaptação ou proposição de modelos alternativos;
- reflexões sobre a avaliação da própria área de Ciência, Tecnologia e Sociedade no sistema CAPES.

O Boletim CTS é um espaço de divulgação acessível, voltado tanto à comunidade acadêmica quanto a públicos mais amplos interessados nas relações entre ciência, política e sociedade. Por isso, convidamos não apenas artigos analíticos, mas também ensaios, relatos de experiência, entrevistas e notas de pesquisa em andamento.

📆 Período de Inscrição: de 02 de março de 2026 a 17 de abril de 2026.

📧As inscrições devem ser feitas exclusivamente junto à esocite pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Extensão: entre 1.500 e 4.000 palavras

Comitê Editorial do Boletim CTS — ESOCITE.BR

Coordenação:

Fabrício Neves - UnB

Para conferir as diretrizes para submissão, clique aqui.

Chamada boletim CTS V6 N1

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Boletim CTS em foco – Vol.5, Nº 3

Está lançado o terceiro número do quinto volume do CTS em foco, o boletim da ESOCITE.BR. O número teve como tema “Educação e Tecnologia em tempos de mudanças radicais e estruturais”.  Agradecemos aos autores e às autoras pelo envio dos textos e convidamos todos e todas à leitura e à contribuição em edições futuras.

Para acessar o documento, clique aqui.

CTS v5 n3 Capa

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Chamada para o Boletim CTS em foco, Volume 5, Número 4

conteudoimagem 1687614982 1 1 k 1🔔Chamada de artigos para o Boletim CTS em foco, Volume 5, Número 4

Está aberto o período de inscrição para a seleção de artigos para o Boletim CTS em foco. O título do Dossiê é “Cosmopolítica”. 

A proposta deste dossiê ativa a carga cosmopolítica dos estudos CTS. Ao longo de sua breve história, com inúmeras derivações, estes parecem passar, inexoravelmente, por um enunciado comum: fazer ciência é fazer política. Este enunciado não se propôs reduzir um dos termos ao outro; propôs fazer a ciência entrar em política, isto é, suspeitar da e desmontar a agenda a qual “estar provado cientificamente” encerraria as negociações que conformam o mundo real. O que aconteceria aos CTS se o quê estivesse sob “suspeita” ou “desmonte” fosse, agora, a política? Desconfiar do “arranjo possível” estaria no centro do debate. Eis radicalidade da carga cosmopolítica. Neste sentido, este dossiê abrigará estudos teóricos e empíricos que coloquem como eixo contextos de conflito radical (ambiental, étnico, racial), dispositivos técnicos e/ou tecnológicos de redefinição da vida, a experiência em eventos extremos, processos de desentendimento contínuos.

Na América Latina e no Brasil um uso apressado do termo o ergue a sinônimo de cosmologia ou ontologia. Disto decorre que as possibilidades de conhecimento são a existência ela própria antes de serem operações práticas, simples gestos de diferenciação. Se a política torna a ciência um vetor que indica a singularidade de suas operações práticas, como aquilo que a excede caberia num acordo possível?

📆 Período de Inscrição: até dia 15 de dezembro de 2025.

📧As inscrições devem ser feitas exclusivamente junto à esocite pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Coordenação:

Felipe Vargas - UFBA

Para conferir as diretrizes para submissão, clique aqui.

 Chamada boletim CTS V5 N4 1080 x 1350 px

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Prorrogação da data de chamada para o Boletim CTS em foco, Volume 5, Número 3

🔔Prorrogação da data de chamada de artigos para o Boletim CTS em foco, Volume 5, Número 2

O prazo para a submissão de artigos para o Volume 5, Número 2 do Boletim CTS foi estendido!

📆 Nova data: até dia 20 deoutubro de 2025.

📧As inscrições devem ser feitas exclusivamente junto à esocite pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Coordenação:

Gabriel Bandeira Coelho (UFRGS) e Everton Garcia da Costa (UFRGS)

Para conferir as diretrizes para submissão, clique aqui.

Prorrogado Chamada boletim CTS V5 N3

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Prêmio ESOCITE.BR 2025

Nesta quarta edição do Prêmio ESOCITE.BR de Teses e Dissertações e primeiro Prêmio melhor TCC na área de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias, defendidos no Brasil no último biênio destacamos a interdisciplinaridade e as ricas contribuições do painel de trabalhos submetidos a avaliação.
Recebemos 4 TCCs, 14 dissertações e 16 teses. Dos 34 trabalhos recebidos, 17 foram escritos por homens e 17 foram escritos por mulheres. Participaram do concurso 14 Instituições de Ensino Superior (CEFET-MG; UEC; UERJ, UFAM, UFRGS, UFRJ, UFSCAR, UFV, UnB, UNICAMP, UNILAB, USP, UTFPR) e de 19 programas de pós-graduação. A maioria absoluta dessas IES está localizada no sudeste (CEFET-MG, UERJ, UFRJ, UFSCAR,UFV, UNICAMP E USP), seguida pelas universidades da região sul (UFRGS E UTFPR), nordeste (UNILAB e UEC), norte (UFAM) e centro-oeste (UnB).
Para avaliar esse rico conjunto de trabalhos contamos com a participação de 29 especialistas. Agradecemos a cada uma das pessoas que leram cuidadosamente os trabalhos e redigiram pareceres detalhados que nos permitiram mergulhar no universo de cada uma das dissertações, TCCs e teses inscritas.
A avaliação foi composta de um conjunto de critérios quantitativos e qualitativos. Nela perguntamos sobre a relevância, impacto e adesão ao campo de estudos das ciências e das tecnologias, bem como sobre estratégias de divulgação científica e aplicabilidade do estudo e análises promovidas. Ainda nessa avaliação pontuamos a valorização da diversidade regional, étnica, racial e ou de gênero e o diálogo com os pilares de pesquisa, ensino e extensão.
Destacamos que a qualidade dos trabalhos e a sua diversidade temática tornaram o trabalho dessa comissão especialmente árduo.

Vamos começar a premiação pelos Trabalhos de Conclusão de Curso:


Ao eleger a temática dos conflitos hídricos em torno do agronegócio, o autor a problematiza de forma competente e joga luz sobre debates que irão reverberar nas próximas décadas. Em um contexto que não é de simples acesso, demonstra-se atento às diferentes dimensões da produção de conhecimento e às disputas por legitimidade, não apenas em termo de oposição (tradicional x científico), mas seus encontros e transformações mútuas
Por essas razões recebe a menção honrosa o TCC de Lucas Moreira Silva, intitulado “Contra-narrativas de comunidades tradicionais sobre a crise hídrica no Oeste da Bahia: mobilização de contra-expertises na argumentação do problema ambiental”, orientado pelo Prof. Dr. Tiago Ribeiro Duarte (SOL/UnB)
Em uma pesquisa que aborda as tecnologias assistivas, questão de extrema relevância social, a partir da documentação do processo inovador de desenvolvimento participativo de tecnologia assistiva. O TCC oferece contribuição ao campo CTS por apresentar aplicação exemplar do olhar sociotécnico na Engenharia de Software, articulando conhecimentos interdisciplinares de computação, educação, linguística e design. A qualidade do trabalho, aliada ao seu potencial transformador e metodologia replicável para outros projetos de inclusão tecnológica. Destacamos sua relevância social e a nitidez com que narra a experiência de pesquisa, o tornando um registro valioso e uma referência para projetos futuros na área de acessibilidade e tecnologia.

Recebe o prêmio de melhor TCC o trabalho “LIBRASOffice: a remodelagem do software a partir de um olhar sociotécnico” de Lidiana Souza dos Anjos, orientada pelo prof. Prof. Dr. Luiz Arthur Silva de Faria (UFRJ).


Partindo para as dissertações:


A dissertação que recebe a menção honrosa apresenta tema relevante e atual e uma análise essencial para o campo CST, especialmente sobre agência de não humanos, tema super atual e urgente. O autor se baseia em referências de diferentes campos, como antropologia, sociologia, filosofia, ciência da computação e comunicação. O trabalho apresenta um compromisso com as pessoas leitoras, considerando a temática de difícil compreensão fora do campo CTS. Para deixar o texto mais fluído e acessível, faz o uso de exemplos e imagens que sistematizam as principais ideias do texto e a própria agência dos algoritmos. Ainda, a partir da literatura feminista, o autor apresentou escolhas políticas e preocupação com questões relacionadas aos marcadores sociais da diferença. Trata-se de uma discussão interdisciplinar, especialmente no campo da computação e da sociologia, contribuindo de forma significativa para o campo CTS no Brasil.
A menção honrosa vai para Rafael Gonçalves, com a dissertação “Mediação algorítmica e aprendizado de máquina : uma caracterização baseada em patentes da Google sobre técnicas de modulação de atividade”. Este trabalho foi orientado pelo prof. Dr. Pedro Peixoto Ferreira (UNICAMP).
A dissertação de Emília Braz representa uma referência paradigmática para os Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia, expandindo o conceito de cisgeneridade em perspectiva material-semiótica, com rigor teórico e metodológico, engajamento interdisciplinar, criatividade comunicacional e profundo impacto social. Trata-se de um trabalho que valoriza as diversidades e enfrenta os regimes de exclusão e normatividade do campo biomédico e social brasileiro. O trabalho é inovador e transformador nas agendas do campo CTS, política trans, estudos biomédicos e práticas feministas/queer.
Recebe o prêmio de melhor dissertação de mestrado o trabalho “Hair is Everything: Materializando a cisgeneridade a partir dos pelos corporais” de Emília Braz, orientada pela Profa. Dra. Paula Sandrine Machado e co-orientado pela Profa. Dra. Fabíola Rohden (UFRGS).


Finalmente as teses:


O trabalho que recebe a Menção Honrosa oferece análises fundamentais para compreender como emergências de saúde pública são gerenciadas cientificamente e quais são seus impactos sociais diferenciados. O estudo das hierarquias científicas nacionais e internacionais, especialmente as relações Norte-Sul Global, oferece subsídios importantes para debates sobre financiamento e colaboração científica. A investigação sobre participação pública na ciência e os limites da democratização do conhecimento científico pode contribuir para discussões sobre comunicação científica e engajamento público com a ciência no Brasil. A tese é parte de uma pesquisa de fôlego, demonstra rigor metodológico, originalidade conceitual e relevância teórica ao desenvolver uma etnografia da ciência em construção durante e “após” uma emergência de saúde pública.

Recebe a menção honrosa na categoria tese de doutorado Thaís Moreira Valim, intitulada “Fazendo ciência, fazendo a síndrome Congênita do Vírus Zika: Práticas, relações e infraestruturas científicas na resposta à epidemia de Zika em Recife/PE”, orientada pela profa. Dra. Soraya Resende Fleischer (UNB).
A autora da tese premiada nos convida a encarar uma armadilha. Desde o início do texto, ela nos desafia e convida a mergulhar nesse trabalho instigante, provocador e inovador. Ao lermos a tese e explorarmos seus muitos materiais - convidamos a todos que acessem essa tese - a autora excede expectativas ao apresentar resultados em diferentes suportes tanto técnicos quanto estéticos, ampliando de forma exemplar, as formas de acesso e possibilidades de apropriação do conteúdo. Essa tese é exemplar na proposição e na manutenção de perguntas que não é apenas norteadora da pesquisa, mas desafiadora do cânone disciplinar e diálogos interdisciplinares. Quando nos permitimos cair na armadilha da autora, somos convidadas a romper estigmas e tabus de gênero que marcam nossos corpos.
O prêmio ESOCITE de melhor tese de doutorado é entregue para “MANCHANDO: (O QUE) FAZER (COM) A MENSTRUAÇÃO. ESTRATÉGIAS E EXPERIMENTOS PARA VAZAR QUESTÕES FEMINISTAS ATRAVÉS DAS TECNOCIÊNCIAS" de Clarissa Nunes Reche, orientada pela profa. Dra. Daniela Manica (UNICAMP).

Parabéns a todos os trabalhos premiados! A ESOCITE.BR se enriquece com as suas contribuições!

Débora Allebrandt
Isabel Cafezeiro
Polyana Valente

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11º Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade reúne cerca de 500 participantes em Belém (PA) Entre os dias 17 e 19 de sete

Entre os dias 17 e 19 de setembro de 2025, Belém foi palco do 11º Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade (ESOCITE.BR). O evento reuniu cerca de 500 participantes, que acompanharam três dias de intensas atividades acadêmicas, culturais e institucionais. Com mais de 190 trabalhos apresentados, a programação incluiu mais de 70 atividades (grupos temáticos, mesas-redondas, fóruns, lançamento de livros, conversa com autores, lançamento de revista, oficinas, minicursos, aglomerados, conferências e atividades culturais) refletindo a diversidade de temas e a vitalidade do campo CTS no Brasil.

Um dos aspectos mais marcantes foi a ampla participação de estudantes do ensino médio técnico, além de graduandos e pós-graduandos de universidades do Pará, o que reforçou o caráter formativo e plural do encontro. A cidade de Belém também foi destacada pelos participantes pela hospitalidade, proporcionando uma estadia tranquila e acolhedora. A infraestrutura da Universidade Federal do Pará recebeu elogios por oferecer excelentes condições para a realização das atividades, e a atuação dedicada da equipe de monitores contribuiu para que todos se sentissem bem recebidos.
A conferência de encerramento, proferida pela jornalista e escritora Eliane Brum, foi um dos grandes destaques do simpósio. Realizada no hall do prédio Mirante do Rio, com vista privilegiada para o rio, reuniu mais de 300 pessoas em um momento de reflexão e inspiração. Em suas palavras finais, o coordenador-geral do evento destacou a sensação de missão cumprida ao realizar o simpósio na região Norte do país, fortalecendo o campo CTS no centro dos debates sobre ciência, tecnologia e mudanças climáticas, além de ressaltar que o encontro foi resultado de uma construção coletiva entre diretoria, comissões, parceiros locais e participantes.

O encerramento contou com a cerimônia de entrega do Prêmio ESOCITE.BR, que reconheceu trabalhos de excelência em TCCs, dissertações e teses, e com a Assembleia Geral da Associação, ocasião em que foi apresentado o balanço da gestão 2023-2025 e divulgado o resultado da eleição que definiu a nova diretoria para o biênio 2025-2027.

Matéria elaborada por Fernando Monteiro Camargo (bolsista de Jornalismo Científico FAPESP)

Retrato da ESOCITE.BR: relatório traça perfil e tendências de seus associados entre 2018 e 2023

Durante a Assembleia Geral realizada no 11º Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade, em Belém, a ESOCITE.BR apresentou oficialmente o relatório Quem Somos na ESOCITE.BR?: Perfil Associativo e Tendências (2018–2023). O documento, elaborado pela Comissão de Pesquisa e Memória da gestão 2023–2025, constitui um marco para a associação, ao reunir dados sistematizados sobre seus membros ativos, analisar a evolução da comunidade ao longo de cinco anos e apontar desafios e caminhos futuros.

A iniciativa de construir esse retrato coletivo não nasceu por acaso. Como relembra a Comissão, a proposta de realizar um mapeamento vinha sendo amadurecida desde gestões anteriores, com a intenção de fortalecer a associação a partir do conhecimento mais detalhado sobre quem são seus integrantes. Coube à gestão 2023–2025 dar forma a essa tarefa, reunindo esforços de um grupo diverso de pesquisadores. Estiveram à frente do trabalho: Marília Luz David (Coordenadora), Alberto de Lima, Bráulio Silva Chaves, Márcia R. B. da Silva, Noela Invernizzi, Polyana Valente, Ricardo Batista e Fernando Monteiro Camargo. O relatório contou também com a colaboração de Vitória Giovana Duarte, que elaborou o projeto gráfico.

O processo foi descrito pelos membros como coletivo e colaborativo. Ele teve início com a extração dos dados da Plataforma de Membros, base oficial da associação. A partir daí, a Comissão de Pesquisa e Memória discutiu quais informações seriam mais relevantes para compor o perfil, selecionando variáveis como nacionalidade, categoria, país de residência, sexo, idade, região, ano de filiação e filiação institucional. Os temas foram divididos entre os integrantes, que se dedicaram à análise e qualificação dos dados, culminando na elaboração de textos e gráficos que compõem o relatório final, hoje disponível no site da ESOCITE.BR.

Ao longo do trabalho, alguns aspectos chamaram particularmente a atenção da Comissão. O primeiro foi a predominância de pessoas que se declaram como do sexo feminino entre os associados ativos: 56,4% se enquadram nessa categoria, maioria presente em quase todas as modalidades de associação. Esse dado contrasta, no entanto, com a história da própria entidade: em 15 anos, apenas uma mulher ocupou a presidência da associação, embora haja forte presença feminina em cargos de vice-presidência, no Conselho Deliberativo e em outras instâncias diretivas.

Outro ponto destacado foi a concentração regional e institucional. Aproximadamente 83% dos associados ativos estão no eixo Sul-Sudeste, confirmando uma tendência já observada nas ciências brasileiras em geral. Essa concentração, observa a Comissão, não é homogênea: dentro de cada região, há disparidades significativas. No Sudeste, por exemplo, o estado de São Paulo reúne 244 associados, seguido por Minas Gerais (144) e Rio de Janeiro (125), enquanto o Espírito Santo conta com apenas seis. Além disso, apenas dez instituições concentram cerca de um terço do total de associados ativos, entre elas a Universidade Federal de São Carlos, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Comissão atribui essa concentração a trajetórias institucionais que consolidaram linhas e grupos de pesquisa em Estudos CTS, além da realização de simpósios que funcionaram como polos de atração.

A composição etária também se mostrou reveladora. A associação é formada principalmente por pessoas em idade jovem e adulta de meia-idade, com destaque para as faixas dos 30 e 40 anos, que somam juntas mais de 60% do total. O cruzamento com categorias de associação revelou que muitos associados ativos na faixa dos 30 anos estão em doutorado ou atuando como profissionais, enquanto entre os 40 anos predomina a atuação profissional consolidada. Para a Comissão, esse dado aponta ao mesmo tempo para a vitalidade da associação e para um desafio de futuro: o da renovação contínua de suas bases, à medida que esse grupo mais numeroso envelhece e se desloca para faixas etárias superiores.

Mais do que um exercício estatístico, a Comissão entende o relatório como um esforço de preservar a memória institucional da ESOCITE.BR. O documento funciona como um retrato da associação em movimento, capaz de sinalizar potenciais e fragilidades. A partir dele, podem ser desenhadas estratégias para mitigar desigualdades e ampliar a diversidade interna. Nesse sentido, uma das recomendações centrais é a inclusão, na Plataforma de Membros, de campos específicos para identidade de gênero e identidade étnico-racial. Essa mudança permitiria não apenas maior visibilidade da diversidade dos associados, mas também a formulação de políticas mais adequadas de enfrentamento às desigualdades de gênero e raça.

Os dados também evidenciam desafios persistentes de representatividade. Regionalmente, a associação precisa avançar na descentralização, já que apenas 16% de seus membros ativos estão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Em termos de gênero, há o paradoxo de uma associação majoritariamente composta por pessoas que se declaram do sexo feminino, mas que pouco refletiu isso em sua presidência ao longo de sua história. No plano racial, a ausência de dados detalhados é, por si só, um alerta, e reforça a necessidade de mudanças na coleta de informações. Já no aspecto institucional, a concentração em algumas universidades indica tanto a força de certos polos quanto a oportunidade de expansão para outros espaços, incluindo instituições de ensino básico e movimentos sociais.

Ao reunir esse conjunto de informações, a Comissão de Pesquisa e Memória acredita ter dado um passo fundamental para consolidar a história da ESOCITE.BR. O relatório não apenas preserva a trajetória da associação, mas oferece ferramentas para seu fortalecimento e expansão, colocando em pauta os dilemas e as desigualdades que atravessam o campo CTS no Brasil. Como afirmam os autores, trata-se de um diagnóstico inicial, mas estratégico, que deve inspirar ações e debates futuros para tornar a associação mais diversa, inclusiva e representativa de toda a pluralidade de saberes que compõem o campo.

Acesse o relatório completo aqui: https://www.esocite.org.br/index.php/memoria/dados-sobre-trajetoria-de-associativismo-da-esocite-br

Matéria elaborada por Fernando Monteiro Camargo (pesquisador de Jornalismo Científico FAPESP)

 

Perfil Associativo e Tendencias 2018 2023

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Gestão da ESOCITE.BR 2025 - 2027

A Chapa ESOCITE.BR: Territorializar, Fortalecer e Ampliar foi eleita à diretoria do biênio de 2025-2027! 

No dia 19 de setembro de 2025, durante o 11º Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade, em Belém/PA, na Universidade Federal do Pará, a chapa ESOCITE.BR: Territorializar, Fortalecer e Ampliar foi eleita à diretoria do biênio de 2025-2027.

As eleições foram realizadas nos dias 18 e 19 de setembro, presencialmente, e a ata da eleição foi lida pela Comissão Eleitoral na Assembleia da ESOCITE.BR.

Para conhecer a carta-programa da diretoria eleita, veja o link.

(hiperlink: https://drive.google.com/file/d/111qMDVtS7414i3pvXWH_rIbLwocAaOi0/view?usp=drive_link)


Mandato: 2025-2027

Diretoria:

Presidente: Bráulio Silva Chaves (CEFET/MG)
Vice-presidente: Nilda Nazaré Pereira Oliveira (ITA/SP)
Vice-presidente: Polyana Aparecida Valente (UEMG/MG)
Secretária-Geral: Marília Luz David (UFRGS/RS)
1⁠ª Secretária: Daniela Tonelli Manica (UNICAMP/SP)
Tesoureiro: Alberto Jorge Silva de Lima (CEFET/RJ)
2⁠º Tesoureiro: Júlio Cezar Gaudêncio da Silva (UFAL/AL)

Conselho Deliberativo:
Aline Radaelli (INPA/AM)
Ângela Camana (UFPA/PA)
Daniel Guerrini (UTFPR/PR)
Débora Allebrandt (UFAL/AL)
Fabrício Neves (UNB/DF)
Ivan da Costa Marques (UFRJ/RJ)
Isabel Cafezeiro (UFF/RJ)
John Bernhard Kleba (ITA/SP)
Laís Fraga (UNICAMP/SP)
Noela Invernizzi (UFPR/PR)
Paulo de Freitas Castro Fonseca (UFBA/BA)
Ricardo dos Santos Batista (UFBA/BA)
Rosana Castro (UnB/DF)
Thales Haddad Novaes de Andrade (UFSCar/SP)

 

Braulio PosseDiretoria Posse

 

 

Lançamento da Revista Brasileira de Estudos CTS marca novo capítulo para a pesquisa no país

O lançamento do primeiro número da Revista Brasileira de Estudos CTS, publicação mantida pela ESOCITE.BR – Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias, marca um passo decisivo para a consolidação dos Estudos de Ciência, Tecnologia e Sociedade no Brasil. O lançamento oficial será realizado durante o 11º Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade da ESOCITE.BR, no dia 17 de setembro de 2025, às 20h, na Capela Ecumênica da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, e contará com um coquetel de celebração.
Fruto de um esforço coletivo, a revista inaugura um espaço dedicado a reflexões críticas e interdisciplinares sobre as múltiplas articulações entre conhecimento científico, desenvolvimento tecnológico, relações sociais. Sua proposta editorial é ambiciosa: impulsionar uma produção capaz de compreender e transformar as bases cognitivas e materiais que sustentam a sociedade contemporânea.
O número inaugural reúne 12 artigos de autoras e autores convidados, entre os temas abordados, destacam-se debates sobre inteligência artificial, plataformas digitais, políticas de ciência e tecnologia, negacionismo científico, educação, entre outros.
Para os organizadores, a revista simboliza não apenas o amadurecimento da comunidade CTS no Brasil, mas também a necessidade de criar espaços próprios para a circulação de ideias e resultados científicos que dialoguem com os desafios específicos da realidade brasileira. Trata-se de um passo fundamental para fortalecer a área e ampliar o impacto social da ciência e da tecnologia em nosso país.
A Revista Brasileira de Estudos CTS já está com submissões abertas para o próximo número, convidando pesquisadoras, pesquisadores e estudantes a contribuírem com novas reflexões e investigações.


Mais informações e acesso à publicação estão disponíveis em:

www.revistabrasileiradeestudoscts.com

Arte site

Chamada para o Boletim CTS em foco, Volume 5, Número 3

conteudoimagem 1687614982 1 1 k 1🔔Chamada de artigos para o Boletim CTS em foco, Volume 5, Número 3

Está aberto o período de inscrição para a seleção de artigos para o Boletim CTS em foco. O título do Dossiê é “Educação e Tecnologia”. 

O mundo contemporâneo tem passado por diversas transformações políticas, econômicas, ambientais, culturais e organizacionais. Tais mudanças passam pelo crescente salto no desenvolvimento tecnológico, sobretudo a partir da criação dos supercomputadores na segunda metade do século 20, culminando nos desafios atuais impostos pela radicalização da era informacional, abalando os principais alicerces da modernidade. Não é exagero afirmar, portanto, que as instituições sociais e as dimensões da vida cotidiana são completamente atravessadas por essas dinâmicas. Não seria diferente, nesse sentido, com o campo educacional. A pandemia de COVID-19 antecipou o que já estava traçado a curto prazo: a informatização dos processos educacionais. As aulas virtuais síncronas, as atividades autônomas assíncronas, dentre outras práticas digitais dão o tom deste panorama que, ao que parece, é irreversível. À luz deste cenário, o presente Boletim CTS em Foco busca reunir trabalhos que problematizem questões pertinentes à relação educação e tecnologia.

Serão bem-vindas contribuições que reflitam sobre o impacto das transformações tecnológicas sobre o ensino, o uso das novas tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem, os desafios à educação na era informacional, entre outros temas relacionados.

📆 Período de Inscrição: até dia 06 de outubro de 2025.

📧As inscrições devem ser feitas exclusivamente junto à esocite pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Coordenação:
Gabriel Bandeira Coelho (UFRGS) e Everton Garcia da Costa (UFRGS)
 

Para conferir as diretrizes para submissão, clique aqui.

Chamada boletim CTS V5 N3 1080 x 1350 px

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Processo Eleitoral-Homologação Esocite.BR 2025/2027

A comissão Eleitoral da Assosicação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (ESOCITE.BR), homologa a inscrição da Chapa ESOCITE.BR: Territorializar, Fortalecer e Ampliar para concorrer À eleição da diretoria e do Conselho Deliberativo no biênio 2025/2027.

Chapa Diretoria: 

Presidente: Bráulio Silva Chaves (CEFET/MG);
Vice-presidentes: Nilda Nazaré Pereira Oliveira (ITA/SP) e Polyana Aparecida Valente (UEMG/MG);
Secretária-Geral: Marília Luz David (UFRGS/RS);
1ª Secretária: Daniela Tonelli Manica (UNICAMP/SP);
Tesoureiro: Alberto Jorge Silva de Lima (CEFET/RJ);
2º Tesoureiro: Júlio Cezar Gaudêncio da Silva (UFAL/AL).

Conselho Deliberativo:

Aline Radaelli; Ângela Camana; Daniel Guerrini; Débora Allebrandt; Fabrício Neves; Ivan da Costa Marques; Isabel Cafezeiro; John Bernhard Kleba; Laís Fraga; Noela Invernizzi; Paulo de Freitas Castro Fonseca; Ricardo dos Santos Batista; Rosana Castro; Thales Haddad Novaes de Andrade.

A votação ocorrerá presencialmente durante do XI Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Sociedade, iniciando no dia 18/09/2025 (9h) e encerrando no dia 19/09/2025 (18h).

Para mais informações, clique aqui.

Nota da ESOCITE.BR em apoio ao comitê gestor da Internet no Brasil (CGI.br)

A Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias - ESOCITE-BR vem a público declarar seu apoio ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) frente às ameaças que seu modelo de governança vem sofrendo no parlamento brasileiro, representadas pelo Projeto de Lei (PL) 4691/2024, que visa instituir a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) como autoridade reguladora das atividades econômicas das plataformas digitais, e o PL 4.557/2024, que visa instituir a ANATEL como entidade responsável pelo sistema e pela governança da Internet no Brasil.

A despeito de se apoiarem nos anseios de regulação das mídias sociais no país e em argumentos de trazer maior segurança jurídica para a governança da Internet no Brasil, tais projetos de lei carregam consigo um visível risco de colocar nas mãos das Big Techs a regulação, a infraestrutura e os mecanismos de governança das redes e da própria Internet, através do lobby exercido por tais empresas na Anatel, agência conhecida menos pela fiscalização e mais pelos fortes vínculos estabelecidos com o capital privado no setor de telecomunicações.

Destacamos, ainda, as ameaças diretas que esses projetos representam para o atual modelo de governança da Internet no Brasil, atribuída hoje ao CGI.br, entidade responsável pelas diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil; pela administração do registro de nomes de domínio “.br” e de alocação de endereços (IPs); pela promoção de estudos e padrões técnicos para a segurança das redes e serviços de Internet; pela recomendação de procedimentos, normas e padrões técnicos operacionais para a Internet no Brasil; e pela realização de programas de pesquisa e desenvolvimento relacionados à Internet. Como entidade multissetorial, o CGI.br tem se notabilizado como importante fórum de participação política da sociedade civil nos assuntos de Internet, com destaque para as representações do terceiro setor e da comunidade científica e tecnológica, que dividem espaço com representações do Governo Federal e do setor empresarial.

Ao propor colocar o CGI.br e toda a rede de governança da Internet sob o guarda-chuva da Anatel e de atribuir à agência a regulação das atividades das plataformas digitais, tais PLs, caso aprovados, podem anular, em vez de fortalecer, a agência popular e da sociedade civil nos rumos da Internet no Brasil e na regulação de fato democrática das plataformas digitais.

Como uma Associação que agrega o campo de estudo sobre as implicações sociais da ciência e da tecnologia, suas agendas e políticas, nos somamos às entidades e especialistas nas questões da Internet que têm levantado suas vozes contra a aprovação desses Projetos de Lei. Advogamos pelo fortalecimento do atual modelo de governança da Internet organizado sob a responsabilidade do CGI.br, com maior - e não menor - participação da sociedade civil, e livre da influência das big techs e demais entidades que somente enxergam nesses espaços sociotécnicos a oportunidade de maximização de lucros, à revelia da garantia de direitos fundamentais e do bem viver.

 

Apoio CGI.BR

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Processo Eleitoral da Esocite.BR 2025

A partir do dia 17/07/2025 estarão abertas as inscrições de candidaturas para composição da Diretoria e do Conselho Deliberativo, para o biênio de 2025/2027.

 

As candidaturas devem ser apresentadas em chapas e inscritas até o dia 17/08/2025, junto à Comissão Eleitoral, por meio do seguinte formulário: https://forms.gle/G4Kf6JU91JyVoGkm9

 

Calendário do processo eleitoral:

17/07/2025 a 17/08/2025 - Período de inscrição de chapas à Diretoria

18/08/2025 a 25/08/2025 - Homologação das chapas

28/08/2025 a 30/08/2025 - Recursos

31/08/2025 a 01/09/2025 - Prazo para respostas aos recursos

02/09/2025 – Comunicação preliminar aos associados sobre sua situação eleitoral 

10/09/2025 - Comunicação final aos associados sobre sua situação eleitoral 

 

Para acessar a convocatória com todas as informações, clique aqui.

Eleicoes 2025

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DIRETORIA 2025 - 2027

Presidente:
Bráulio Silva Chaves (CEFET-MG)
Vice-presidente:
Nilda Nazaré Pereira Oliveira (ITA/SP)
Vice-presidente:
Polyana Aparecida Valente (UEMG/MG)
 Secretária-geral:
Marília Luz David (UFRGS/RS)
 1ª Secretária:
Daniela Tonelli Manica (UNICAMP/SP)
 Tesoureiro:
Alberto Jorge Silva de Lima (CEFET/RJ)
 2ª Tesoureiro:
Júlio Cezar Gaudêncio da Silva (UFAL/AL)